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Uso pessoal e confidencial de Emanuelle Keller.
Material de apoio terapêutico, preparado para Emanuelle Keller
Cada pessoa tem um jeito singular de receber, processar e transformar informação em conhecimento. Este material existe para você descobrir, e confiar, no seu.
Leitura de 7 minutos, com um teste no meio do caminho.
Emanuelle,
Uma parte importante do nosso processo é entender como você se relaciona com informações, tarefas e ideias no dia a dia. Não para te encaixar numa categoria, mas para te dar ferramentas mais afinadas com o seu jeito de funcionar.
Reuni aqui dois modelos simples e úteis: os quatro estilos de aprendizagem e a pirâmide de Glasser, que ajuda a entender por que certas formas de estudar e memorizar funcionam melhor para você do que outras.
Não existe um estilo certo, nem uma versão sua que precise ser corrigida. A ideia é o contrário: reconhecer o que já funciona naturalmente e usar isso a favor, nos estudos, no trabalho e também aqui dentro. Leia com curiosidade, marque o que fizer sentido e traga as suas percepções para a nossa próxima conversa.
RogerPsicoterapeuta
A forma como você aprende não é um detalhe de método. É uma ferramenta.
Algumas pessoas precisam ver para entender. Outras precisam ouvir, conversar ou colocar a mão na massa. Essa observação deu origem ao modelo VARK, que descreve quatro grandes preferências de aprendizagem. A maioria das pessoas combina mais de uma, com uma ou duas predominando.
Não se trata de escolher uma caixinha, mas de reconhecer tendências. Enquanto lê cada estilo, observe o quanto as características se parecem com você e permita-se notar o que ressoa.
O VARK descreve preferências reais: as pessoas de fato relatam gostar mais de um formato do que de outro, e isso é consistente. O que a pesquisa não sustenta bem é a versão mais forte da ideia, a de que ensinar alguém exclusivamente no estilo preferido melhore o desempenho. Revisões não encontraram esse efeito de forma consistente.
Por que o material continua útil, então. Conhecer a sua preferência ajuda a escolher rotas que você de fato mantém, e explica por que certos métodos nunca engataram. E o que aparece de forma sólida na literatura é justamente o tema da seção seguinte: quanto mais ativo o seu papel, mais fica.
Use o estilo como porta de entrada, e o envolvimento ativo como método.
Leia os quatro sem pressa. É comum se reconhecer em mais de um, e o segundo costuma ser tão informativo quanto o primeiro.
Aprende com os olhos, organiza com clareza
Quem tem preferência visual aprende melhor por meio de imagens, cores, diagramas e da organização espacial da informação. O texto corrido some; o esquema fica.
Pense num momento recente em que você entendeu algo melhor depois de ver aquilo em um desenho, gráfico ou vídeo.
Aprende ouvindo, entende conversando
Quem tem preferência auditiva aprende melhor por meio de sons, explicações faladas e discussão. O entendimento costuma chegar no meio de uma frase sua, não no fim de uma leitura.
Pense numa conversa que te ajudou a entender algo melhor do que a leitura sozinha conseguiria.
Aprende lendo, fixa escrevendo
Quem tem essa preferência absorve melhor por meio do texto escrito. O pensamento se organiza no ato de formar frases, e não antes dele.
Pense em algo que você só entendeu de verdade depois de escrever sobre aquilo.
Aprende fazendo, entende na prática
Quem tem preferência cinestésica aprende melhor por meio de movimento, prática e experiência direta. Ficar parado ouvindo é o pior cenário; testar é o melhor.
Pense em algo que você só aprendeu de fato depois de praticar.
Conhecer o seu estilo mostra como você prefere receber a informação. Existe uma segunda dimensão: a profundidade com que você se envolve.
William Glasser (1925-2013) popularizou a ideia de que a retenção cresce conforme o papel de quem aprende deixa de ser passivo. Quanto mais você faz com o conteúdo, mais ele vira seu.
Ligando com o seu estilo: se você se reconheceu no perfil leitor ou auditivo, ler e ouvir já são um bom começo. Somar prática e, quando der, ensinar a alguém é o que multiplica o quanto fica.
Os percentuais circulam há décadas atribuídos a Glasser, mas não existe um estudo original que os sustente, e a literatura os trata como números de origem incerta.
Vale ler a pirâmide como ordem de grandeza, não como medida. A direção é bem apoiada: elaborar, praticar e explicar para outra pessoa produzem retenção consistentemente maior que ler ou assistir de forma passiva. Os números exatos, não.
Seis perguntas, sem valor diagnóstico. Escolha a opção que mais se parece com você, sem pensar demais.
Não existe resposta certa aqui, apenas a sua. Traga para a próxima sessão.
Cada pessoa carrega um jeito próprio de aprender. A maioria nunca teve permissão para explorar o seu. A partir de agora, você tem.
Conhecer o seu estilo é só o começo. O que você faz com essa informação, nas sessões, nos estudos e no dia a dia, é onde a mudança acontece. Estou aqui para caminhar junto nesse processo.
Material elaborado exclusivamente para Emanuelle Keller. Uso pessoal e confidencial.
Conteúdo de caráter psicoeducativo. Não constitui diagnóstico, prescrição ou substituição de tratamento de saúde.